Tecnologia e Negócios

Atletas do futuro no presente: os dados que antecedem a vitória de times

Carmela Borst, Marketing Director,  Infor Latam

A indústria de software tem usado a análise de dados para engajar times, melhorar a saúde e o bem estar do atleta e, até mesmo, ajudá-los a liderar campeonatos

Não faz muito tempo que a Infor, companhia que lidero no Brasil e no Sul da América Latina, fez uma parceria com o Brooklin Nets com foco em análise de dados. A marca estampou seu logo na camisa do time da NBA e a parceria foi noticiada por diversos veículos de comunicação ao redor do mundo, após o Brooklin Nets anunciá-la pelo Twitter. Enquanto isso, a análise de dados já começava a fazer uma grande diferença no dia a dia dos atletas, indo muito além da melhora na performance do time.

Quem acompanha a NBA sabe que o Brooklin Nets, na temporada passada, não esteve entre os melhores da liga. O time encerrou a temporada regular com o pior desempenho entre as trinta equipes, com 20 vitórias e 62 derrotas. Então, veio o anúncio da parceria com a Infor, que visava fornecer a capacidade de analisar dados e melhorar a performance dos jogadores. Esse ano, a situação está bem diferente: embora não tenha se classificado para os playoffs, já há mais vitórias que no ano passado, o que garante o Brooklin Nets não encerre a temporada com a pior campanha, como em 2017.

Muitos times da NBA, NFL, entre outras ligas, já têm trabalhado com análise de dados e compreendido que o big data pode ir além de criar a estratégia certa para ganhar um jogo. No entanto, quando se fala do mundo dos esportes, a vitória não é só o que importa. Há uma série de fatores em jogo, como o engajamento do time com seus fãs, a saúde e o bem estar dos atletas, a preocupação em cuidar do que os fãs não podem ver, como o processo produtivo de carros, bolas e chuteiras, que de certo modo impactam – e muito – a vida das pessoas.

Claro, que todos querem ver seus times liderando campeonatos, ganhando títulos, e se destacando na sua modalidade. No entanto, é preciso chamar a atenção para como o big data pode ir além do básico, porque a transformaçao digital só faz sentido quando a tecnologia é capaz de humanizar e facilitar a vida de pessoas.

E, quando falamos em seres humanos que representam times, é claro que eles se machucam, e essas contusões podem abalar a performance dele e de toda a equipe. Imagine se tudo isso fosse monitorado? Já existem casos de ‘jogadores do futuro’ no tempo presente aproveitando as vantagens do big data para a sua recuperação, como foi o caso do jogador Jeremy Lin, do Brooklin Nets, que machucou o pé e precisou se recuperar para voltar às quadras. Graças as câmeras instaladas nas arenas e a capacidade de coleta de dados, sua quantidade de pulos, passos e esforço físico foram monitoradas, o que ajudou o atleta a se recuperar mais rápido e de forma mais saudável.

Vamos um pouco além das contusões, na Nova Zelândia, país que em 2010 teve a cidade de Christchurch devastada por um terremoto, os esportes têm outro brilho. É um ativo importante para a comunidade. O time de Rugby Cruzaders sentiu a necessidade de estar perto dos fãs no momento de fragilidade da comunidade, e com uso de uma ferramenta de gestão de relacionamento com clientes (CRM, em inglês) foi possível fazer essa aproximação com seu público e melhorar a experiência deles no estádio e a comunicação, que se tornou multicanal e personalizada para uma base de 120 mil usuários. Com isso, as vendas dos tickets aumentaram 10%.

Há outros casos de engajamento com fãs com uso de CRM que vão além da performance, mas refletem a preocupação das marcas com o conforto e a segurança dos seus motoristas. São as marcas Ferrari e Triumph Motorcycles, conhecidas pela liderança em esportes de alta velocidade. Os ganhos na análise de dados para elas vão além de impactar a vida de pessoas com a melhor interação entre marca e consumidor.

Ferrari e Triumph contam com analytics em seu processo produtivo, em um cenário em que a performance é um aspecto importante para marcas de esportes. Na fabricante de motocicletas inglesa, a análise de dados facilita a comunicação entre áreas de negócios e supply chain de todas as fábricas, dando melhor visibilidade à força de vendas. Já a Ferrari, com o uso de um software para gestão de relacionamento com clientes consegue até personalizar os bancos dos seus motoristas. Os efeitos? Podem ser refletidos na segurança dos veículos. Afinal, a visibilidade permite antecipar imprevistos e evitar grandes perdas – não apenas no processo produtivo, mas na vida do ser humano.

Então, não é impossível que em uma Copa do Mundo, os dados gerem inteligência suficiente para ajudar os craques a se recuperar após um jogo exaustivo, além de monitorar os passos de cada time para criar a estratégia certa. Também não é impossível aproximar times dos seus fãs para trazer tranquilidade, emoção, e engajameneto de forma mais inteligente. Já pensou nos impactos que essa força extra teria em melhorar o bem estar e a performance de um time inteiro, e em personalizar a experiência do torcedor? Eu consigo imaginar a vibração da torcida – mais feliz e engajada – antecedendo o grito que todos querem ouvir: o de gol.

 

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